Depressão: o vazio da alma

O Hospital Albert Einstein, com sede em São Paulo, é um dos mais credenciados do país. Associado ao Dorhing Kindersley e ao The British Medical Association, com o patrocínio da revista ISTO É, do BRADESCO e da Petrobras, lançou uma monografia de altíssima qualidade sobre a depressão. Nela, estão identificados 13 tipos diferentes do mal, classificados em 3 categorias de intensidade.

A depressão, como “doença da mente e do corpo” pode ser considerada a “peste psicológica” ou a “peste branca”.

Nos dias que correm, não há, a rigor, uma única família, em toda a humanidade, que não tenha uma história de dor para contar.

O “baixo astral”, a perda de qualidade emocional, a tristeza persistente, a ansiedade incontrolável, a insônia, a perda de contato com a realidade, os fatores estressantes, a ausência de bom-humor, os transtornos físicos…, entre outros inumeráveis aspectos, integram o elenco sombrio dos agentes depressivos.

Quando o Senhor Jesus nos deu o Sermão Profético, numa extraordinária visão dos nossos dias, advertiu-nos: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros.”

“E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos”. (Mt:24, Mc:13 e Lc:21)

A traição, o ódio, a iniquidade, a ausência de amor, estão produzindo os estados psicopatológicos que, atualmente, nos afligem, multiplicando clínicas de tratamento.

O Cristo jamais foi alarmista nem suas pregações foram catastróficas. Por misericórdia ao atormentado rebanho que integramos, antecipava esse terrível quadro de perturbações como medicina preventiva para aqueles que não desprezam os seus ensinamentos.

Ofereceu-nos o fardo leve do seu carinho.

Ao dirigir-se à Galileia, no norte da Palestina, deixando a Judeia dos seus martírios, passou pela Samaria. Na cidade de Sicar, junto à fonte de Jacó, Jesus pede água à samaritana (Jo:4).

Diante da negativa, o Divino Modelo e Guia oferece-lhe a água viva da fé, recuperando-a de seus conflitos íntimos. Renovou-a para sempre.

Fez-se o pote celeste da água viva da fé, porque carregava em si a linfa da libertação.

Num anagrama construtivo, sob a luz do Espiritismo, teremos nossa cura definitiva, se bebermos dessa água, no pote do seu Evangelho: passe, oração, trabalho e estudo.

No passe, encontraremos a transfusão de energias fisiopsíquicas, restauradoras de nossas debilidades físicas. Na oração, corretamente feita, está o veículo de acesso aos reservatórios inesgotáveis das bênçãos de Deus, que nos repletarão de paz. No trabalho da promoção social, na assistência da mesma caravana de desvalidos, o bom ânimo retornará, dando-nos vigor novo à própria vida. Quem se lembra da dor alheia e a socorre, não será esquecido pelo Criador. No estudo dar-se-á a libertação mental das escuras cadeias do fanatismo e da ignorância espiritual.

Gratuitamente, o pote do amor cristão, que nunca se esgota, está à disposição de quem deseja, sincera e decididamente, buscar uma casa espírita séria e organizada.

Na farmacopeia ainda necessária, estão os tratamentos paliativos e coadjuvantes para a cura definitiva, que só virá com a nossa definitiva adesão ao Bem, com a nossa transformação moral e com a reforma positiva dos nossos valores íntimos.


Editorial do Jornal Mundo Espírita - Maio/2009